
É possível, para todas as amostras coletadas em campo, realizar duplicatas com o objetivo de medir a precisão dos resultados.
Esse controle se aplica a diferentes tipos de amostras, incluindo solo, sedimento, testemunho, amostras de circulação reversa (RC), concentrado de bateia e amostras para ensaio de densidade, tanto em campo quanto em testemunho.
O que vale para as etapas de campo também se aplica às amostras provenientes da planta de concentração, podendo-se fazer duplicatas em diferentes pontos de amostragem ou duplicar a amostra de um mesmo ponto já no laboratório.
Existem dois tipos principais de duplicatas:
Duplicata de campo – realizada no próprio local de coleta, repetindo a amostragem no mesmo ponto ou intervalo para avaliar a variabilidade do processo de coleta.
Duplicata de laboratório – feita após o recebimento do material pelo laboratório, quando a amostra é seca, homogenizada e dividida novamente, permitindo medir a precisão da preparação física e das etapas subsequentes.
Esses dois controles de precisão são fundamentais e indispensáveis, pois não adianta executar um excelente procedimento de amostragem se a variabilidade do dado não for conhecida.
Além disso, como todos esses dados são utilizados com referência espacial, é essencial que, junto ao controle do dado, haja também o controle topográfico e a descrição geológica da amostra, assegurando que a informação analítica esteja vinculada a uma localização precisa e caracterização adequada.
Além da precisão, é possível controlar também a exatidão dos resultados. Os controles de exatidão são feitos utilizando Materiais de Referência Certificados (MRCs), aplicados como padrões analíticos durante os ensaios.
Para ensaios de densidade, é possível utilizar padrões específicos quando o método principal for o deslocamento de água. Adicionalmente, para materiais compactos, recomenda-se aplicar métodos diferentes de determinação de densidade e comparar os resultados, obtendo assim uma avaliação da precisão entre métodos.
