Curso Online Ao Vivo
Depósitos de Ouro em
Veios Estreitos: Da Formação Geológica à Operação de Mina
Horário das aulas:
De 09h às 11h > Pausa para Almoço > 14h às 16h
Depósitos de ouro em estruturas estreitas exigem decisões técnicas precisas.
Aprenda a pesquisar, avaliar e modelar esses sistemas considerando incerteza de teor, continuidade e amostragem, tudo isso com a Professora Marcela Tainã e o Professor Rafael Cabrera.
1.1 Tipos de depósitos de ouro associados a estruturas
- Ouro orogênico
- Ouro em zonas de cisalhamento
- Veios hidrotermais
- Stockworks estreitos
- Diferença entre depósitos contínuos e depósitos geometricamente contínuos, porém geoquimicamente erráticos
1.2 Processos de formação
- Controle estrutural primário
- Papel da deformação, fraturas e zonas de fraqueza
- Relação fluido–rocha
- Implicações diretas para continuidade espacial e teor
1.3 Geometria dos veios
- Espessura real vs espessura aparente
- Ramificações, boudins, pinch and swell
- Implicações diretas para mapeamento, amostragem e modelagem
2.1 Rocha sã vs perfil intempérico
- Alteração supergênica
- Enriquecimento ou empobrecimento secundário
- Impacto no teor, na densidade e na recuperação
2.2 Ouro livre, ouro associado e mineralogia
- Implicações para análise química
- Implicações para amostragem e beneficiamento
3.1 Pesquisa regional x pesquisa de detalhe
- Quando cada uma faz sentido
- Erros comuns em projetos de ouro em veios
3.2 Mapeamento geológico e estrutural
- Escalas adequadas
- O que realmente importa mapear
- Como estrutural domina o modelo
3.3 Geoquímica aplicada a veios estreitos
- Potencial e limitações
- Dispersão geoquímica x continuidade real do veio
- Riscos de interpretação
4.1 Particularidades da amostragem em veios
- Alta heterogeneidade
- Forte efeito pepita
- Impacto da massa mínima representativa
4.2 Tipos de amostragem aplicáveis
- Rocha
- Chip
- Trincheiras
- Testemunhos de sondagem
- Frente de lavra
4.3 Amostragem em trincheiras
- Quando faz sentido
- Como executar corretamente
- Limitações e riscos de extrapolação
5.1 Tipos de sondagem
- Diamantada
- Circulação reversa (limitações severas)
5.2 Orientação da sondagem
- Relação entre furo e estrutura
- Interseções reais vs aparentes
5.3 Malhas de sondagem
- Por que fechar malha nem sempre resolve
- O limite econômico da informação
- Quando a incerteza é inerente ao depósito
6.1 Importância da densidade em veios estreitos
- Impacto direto no recurso
- Impacto direto no teor global
6.2 Métodos de determinação de densidade
- Limitações em veios
- Densidade do minério x encaixante
- Erros comuns e suas consequências
7.1 Controle de qualidade aplicado a ouro em veios
- Particularidades do Fire Assay
- Repetibilidade e variabilidade
- Interpretação correta de duplicatas
7.2 Limites de detecção e quantificação
- Impacto em teores baixos e altos
- Risco de sub ou superestimação
8.1 O que é possível modelar
- Continuidade geométrica
- Limites da modelagem de teor
8.2 Modelagem explícita de veios
- Domínios estruturais
- Riscos de superinterpretação
8.3 O erro clássico: confundir continuidade geométrica com continuidade de teor
9.1 Desafios estatísticos
- Alta variância
- Forte efeito pepita
- Baixa previsibilidade local
9.2 Métodos de estimativa e seus limites
- Quando estimar
- Quando não estimar
- Quando trabalhar com controle operacional
9.3 Classificação de recursos
- O que é justificável
- O que é tecnicamente forçado
10.1 Transição pesquisa–lavra
- Mudança de escala
- Mudança de controle
10.2 Acompanhamento geológico de curto prazo
- Mapeamento de frente
- Amostragem operacional
- Ajustes constantes do modelo
10.3 Por que mesmo em operação a incerteza permanece
11.1 Riscos técnicos intrínsecos aos veios estreitos
- Incerteza de teor
- Limite econômico da informação
- Risco de inviabilidade mesmo com “boa geologia”
11.2 Tomada de decisão consciente
- Onde insistir
- Onde parar
- Quando o risco não é técnico, é geológico
- O que dá para prometer em um depósito de veios
- O que não dá para prometer
- O papel do geólogo responsável
- Responsabilidade técnica em projetos de alto risco geológico
Inscrições Abertas!
Dia 07 a 09 de Julho de 2026Capacitar o participante a compreender, avaliar e trabalhar tecnicamente com depósitos de ouro associados a estruturas estreitas (veios, zonas cisalhadas, stockworks estreitos), abordando de forma integrada:
- Como esses depósitos se formam;
- Como devem ser pesquisados;
- Quais métodos são adequados (e quais não são);
- Onde estão os principais riscos técnicos;
- Quais são os limites reais de modelagem, estimativa e controle de teor;
- Como essas incertezas impactam a operação de mina.
O curso é orientado à tomada de decisão técnica, com foco em incerteza de teor, continuidade espacial, densidade, amostragem e viabilidade.
- Ouro associado a veios estreitos
- Forte controle estrutural
- Alta continuidade geométrica, porém:
- Alta variabilidade de teor
- Forte efeito pepita
- Forte dependência de:
- Amostragem correta
- Entendimento estrutural
- Densidade confiável
- Acompanhamento de curto prazo
- Curso temático e profundo, não genérico
- Baseado em experiência real de projeto, não em exemplos idealizados
- Foco explícito em incerteza, risco e limite técnico
- Integra conteúdos já desenvolvidos pela Academia da Mineração sobre:
- Ouro
- Amostragem
- Modelagem
- Estimativa
- Densidade
- QAQC
12 horas de carga horária, (4h/aula por dia) online e ao vivo via Google Meet com interação em tempo real.
- Aulas expositivas com suporte visual
- Atividades práticas para aplicação dos conceitos
- As aulas serão gravadas e disponibilizadas por 30 dias após a realização do curso.
- É necessário ter uma conta Google ativa. Você pode criar uma gratuitamente aqui: Criar conta Google
- Atenção: As dúvidas serão tiradas apenas na aula ao vivo, participe para ter melhor aproveitamento do curso. de
- Geólogos de exploração e mina
- Engenheiros de minas
- Profissionais de QAQC
- Gestores de projetos minerais
- Donos de direitos minerários que atuam com ouro
Marcela Tainã
Membro do Australian Institute of Geoscientists AIG. Bacharel em Geologia (USP), é especialista em Amostragem, QA/QC e Avaliação de Recursos.
Participou como CP/ QP e implementação de programas de QA/QC (Quality Assurance and Quality Control) em projetos de grandes players nacionais. Vasta experiência também em modelamento geológico e Geometalurgia.
Rafael Cabrera
Graduado em Geologia e mestre em Geociências pela Universidade Federal de Mato Grosso.
Mais de uma década de atuação em prospecção e exploração mineral em projetos Greenfield e Brownfield, com foco em ouro e metais associados, em diversos tipos de depósitos e ambientes geológicos. Utiliza ferramentas e metodologias variadas para promover um desenvolvimento mineral responsável e eficiente.