
Em todo empreendimento mineiro — desde a exploração mineral, passando pela estimativa de recursos, planejamento de curto prazo, vendas e até o controle da usina — lidamos com materiais geológicos de origens diferentes. Mesmo na planta de beneficiamento, o que processamos continua sendo minério, concentrado, rejeito ou intermediários, todos eles materiais geológicos.
Tomamos decisões críticas a partir desses materiais, sejam elas relacionadas à química, mineralogia ou densidade. No entanto, a maioria dessas decisões está diretamente ligada ao teor. Por isso, é fundamental que a amostragem seja feita com extremo rigor técnico, garantindo que o material enviado para análise seja verdadeiramente representativo e permita boas decisões.
Mas não basta apenas amostrar bem: é imperativo que se conheça o risco de utilizar determinado resultado como se fosse um valor absoluto. Esse risco só é entendido quando aplicamos controles de qualidade (QC), como duplicatas e análises de variabilidade, que revelam o erro associado ao dado.
Com isso, o profissional passa a conhecer os limites do próprio dado e, consequentemente, o risco de afirmar se um teor é ou não é aquele, de decidir se um processo deve ou não ser ajustado, ou de concluir se determinado minério atende ou não a uma especificação.
Sem excelente amostragem, não existe bom controle e não é possível tomar decisões confiáveis. A amostragem é a etapa fundamental de toda a cadeia produtiva, pois todas as decisões dependem dela. E, uma vez que decisões estratégicas são tomadas a partir desses dados, é indispensável que eles possuam QC sólido, para que a variabilidade seja conhecida e o risco associado seja claramente entendido.
