
O quarteamento é uma das etapas mais importantes no preparo de amostras para análise em projetos de mineração. Ele tem como objetivo reduzir a massa de uma amostra de forma representativa, sem introduzir viés ou erro significativo.
O quarteamento é um processo de divisão da amostra bruta em frações menores. Quando bem executado, garante que cada fração represente, com precisão, as características do todo. O quarteador tipo “rifle” é um dos equipamentos mais usados para isso.
Para saber se o quarteador está operando corretamente, é necessário realizar um teste de validação com pelo menos 50 amostras. As frações geradas são pesadas, a diferença entre elas é registrada e avaliada estatisticamente.
A distribuição dos erros deve ser normal — um indicativo de que o processo é estável. O limite de aceitação do erro é calculado como três vezes o desvio padrão (3σ). Diferenças acima disso exigem novo quarteamento.
Abaixo está um histograma gerado com base em dados fictícios de 50 quarteamentos:

No exemplo acima, o histograma mostra a distribuição das diferenças de massa entre duas frações obtidas a partir do quarteamento de 50 amostras fictícias. A linha tracejada preta representa a média (próxima de zero), enquanto as linhas vermelhas marcam os limites de três desvios padrão (±3σ). A forma simétrica e próxima da distribuição normal indica que o processo está estatisticamente controlado, e que a variabilidade observada é compatível com um quarteamento representativo.
Durante a operação, uma amostra a cada 20 deve ser checada. Se a diferença entre frações superar o limite de 3σ, a amostra deve ser reprocessada. Casos recorrentes indicam problemas operacionais.
Cuidados essenciais:
– A balança deve estar sempre aferida com padrões certificados.
– As amostras devem estar homogêneas e secas.
– O quarteador deve estar limpo e sem obstruções.
Validar e controlar o quarteamento é essencial para garantir a confiabilidade das análises. Pequenas diferenças de massa podem indicar problemas graves de representação.
