
Após a comprovação da viabilidade técnica e econômica de uma jazida, inicia-se a fase de lavra, etapa operacional da mineração, responsável pela extração física do minério. Esta fase é regida por parâmetros técnicos rigorosos, definidos no Plano de Aproveitamento Econômico (PAE) aprovado pela ANM.
Existem dois grandes grupos de métodos de lavra: a céu aberto e subterrânea.
A escolha do método depende de fatores como profundidade do corpo mineral, geometria da jazida, relação estéril/minério, e impactos ambientais e sociais.
A lavra a céu aberto é mais comum em jazidas superficiais e de grande volume, enquanto a lavra subterrânea é indicada para depósitos profundos e de alta concentração.
As operações unitárias da lavra envolvem perfuração, desmonte com explosivos, carregamento e transporte. O controle operacional nessas etapas é fundamental para minimizar perdas e diluição do minério, além de garantir a segurança dos trabalhadores.
O material extraído é conduzido à planta de tratamento de minérios, onde é submetido a operações de britagem, moagem, peneiramento e, em muitos casos, concentração mineral (gravítica, magnética, flotação etc.). O objetivo é produzir um concentrado com as especificações exigidas pelo mercado consumidor.
Durante o tratamento, ocorre a geração de rejeitos, materiais sem valor econômico que devem ser dispostos de forma segura. O projeto de barragens de rejeitos e alternativas sustentáveis, como empilhamento a seco e reaproveitamento em outras cadeias produtivas, têm ganhado relevância frente às exigências ambientais contemporâneas.
A integração entre a lavra e o beneficiamento é crucial para o desempenho global do empreendimento. Um erro na definição do método ou uma falha operacional pode comprometer não apenas a eficiência técnica, mas também a viabilidade econômica e a reputação da empresa perante a sociedade e o mercado.
